A importância de fazermos a nossa parte

Em tempos desafiantes e cheios de notícias importantes pelo mundo fora, tudo vai bater  no mesmo fator- para melhorar é preciso o contributo construtivo de cada um de nós.

Seja para onde nos viremos, a cada minuto, em cada esquina debatemo-nos com as grandes questões do momento- as eleições presidenciais em Portugal, a tomada de posse nos Estados Unidos, os lábios vermelhos e o incontornável corona vírus.

À primeira vista podem parecer questões muito diferentes, mas até nem são. São questões que, por muitas voltas se dê, vão bater no mesmo ponto- o quanto é importante cada um de nós contribuir para uma solução positiva e construtiva.  E todos temos de fazer a nossa parte para o mundo se encaminhar para aquilo que desejamos. Ficar de braços cruzados é uma opção, mas isso não é contribuir realmente para uma solução. É apenas descartar-se da responsabilidade de contribuir para ela.

Eu posso dizer que o meu voto, a minha máscara ou a minha posição não são notadas por ninguém por isso nem vale a pena esforçar-me, dar-me ao trabalho de tentar. Mas quando abdico do meu poder para deixar as escolhas nas mãos dos outros, perco a legitimidade de depois me queixar do estado em que está o mundo.

Eu hoje usei batom vermelho pelos direitos de todas as pessoas manifestarem a sua individualidade, desde que isso não prejudique a liberdade dos outros. Defendo profundamente que todos devemos ser respeitados nas nossas diferenças, sejam elas quais forem, sobretudo sem ser insultados por elas.

Considero que sentirmo-nos ameaçados dentro do nosso próprio país, seja por atos terroristas, seja por pessoas que não zelam pelo bem geral é muito preocupante. Zelemos pelo bem geral pois o prazer imediato de não usar máscara, de juntar-se com amigos ou de andar a fazer passeios higiénicos 4 e 5 vezes ao dia “porque pode”, não nos vai aproximar nada do nosso grandioso objetivo que é voltar ao antigo normal. Todos nós queremos voltar a abraçar, voltar a respirar sem máscara, ter as lojas todas abertas e voltar a comprar quando nos apetece, a comer fora quando nos apetece e a conviver com os amigos, familiares e até conhecidos. Mas as transgressões hoje, não vão saber a muito e não vão contribuir de forma positiva em nada para alcançar o destino final- a velha normalidade de volta!

“Ah mas há incoerências e falhas nas medidas!” Pois há. E vai sempre haver. Eu também não concordo com tudo. Mas arranjar forma de contornar as regras de modo a pôr em risco os resultados do confinamento não vai resolver o problema.

Não é por andarmos a contornar o vírus há quase um ano que estamos peritos no assunto. Não é por ainda não o termos apanhado que somos imunes a ele. Não é por termos sido assintomáticos uma vez que voltaremos a ser assintomáticos na próxima. Ou que não iremos contagiar alguém sem querer que não terá a mesma sorte.

Neste momento, mais do que nunca há prioridades e a grande é contribuir para a solução e não para o problema. Façamos escolhas ponderadas e a pensar no objetivo final que é conseguirmos estar cá todos a abraçarmo-nos e a comemorarmos o final da pandemia. Eu estou pronta para comemorar com todos vocês. Deixo a pergunta: Qual foi o teu contributo positivo hoje?

Fiquem bem, zelem pelo vosso bem e bem dos outros e sejamos todos felizes.

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